"Meus caminhos se confundem com as fotografias. As letras e palavras são retratos da vida cotidiana. Se perdem na magia da lente da Yashica herdada pelo meu avô.
O que vejo é o que sinto. Meus olhos se vai com o olhar da camera. Insustentavel leveza do olhar.
Minha vida é um retrato em preto e branco. Apenas as expressões dão vida àquelas marcas históricas na face da terra. Na minha face.Na minha cara. Lembranças não há. Saudade? Apenas no meu dialeto criado pelos meus ancestrais oriundos de diversos continentes.Vários países. Linguas, cultura, etnias. Meu caminho se confunde com a história desse texto. Escrevo sob o calor do sol que bate na minha janela às duas. Tarde quente. O vento suave e a brisa do mar mistura com o ar da ansiedade que bate em meu peito, ataca meu estômago e invade minha vida.
Tudo se mistura em mim. Confunde tudo e fico confuso. Me liberto dessa confusão. Fico livre e vou à busca quando meu coração diz quando bate descompassadamente:' "É hora de ir à luta".
Corro pro mar. Peço licença à Yemanjá e mergulho até o fundo. Renasci do fundo do mar da mãe Odoiá.Faço as malas e me perco nesse caminho.Sou leve, livre. Meu destino é o mar.Meu guia o ar.Minha força o fogo.Minha dor a coragem. Meus santos - o povo Bantu.
Nesta tarde que termina a brisa sopra e leva meu corpo.Me jogo no ar como um pássaro.Sou ele.
E assim, tiro a ultima foto com a maquina Yashica herdada do meu avô. Faço dela meu caminho e meus olhos o espírito.A força nasce desse edificio.Tudo é preto e branco, insclusive minha alma."
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
"Passarinha"
"Queria cantar no palco
uma canção à um artista
Cantar uma eloa que viesse dos ancestrais
Queria cantar na rua um teatro
um teatro sem truques,sem marcas
sem miséria e sem pragas
Queria cantar à uma artista
uma atriz, uma passarinha, uma gota, um suspiro
Queria contar à ela sobre as vindas dos ciganos
um engano quando se acha parado
Ciganos vivem por aí,imaginando...
Queria cantar, contar, dizer
sobre as 7 maravilhas do mundo
mas me pego olhando apenas uma
que é teu sorriso além-mundo.
Não mais queria.
Quero contar e cantar
sem fraquejar nas entradas das estradas
quero dizer à esse pássaro - passarinha -
que o que escreve é tão real
igual ao mundo que imagino
quando leio teu alma por entre as letras que se formam palavras
ideias, conceitos
À ela, que quero cantar
sem hesitar
uma canção de amar..."
À Ludimilla "Passarinha" com todo carinho do seu amigo.
uma canção à um artista
Cantar uma eloa que viesse dos ancestrais
Queria cantar na rua um teatro
um teatro sem truques,sem marcas
sem miséria e sem pragas
Queria cantar à uma artista
uma atriz, uma passarinha, uma gota, um suspiro
Queria contar à ela sobre as vindas dos ciganos
um engano quando se acha parado
Ciganos vivem por aí,imaginando...
Queria cantar, contar, dizer
sobre as 7 maravilhas do mundo
mas me pego olhando apenas uma
que é teu sorriso além-mundo.
Não mais queria.
Quero contar e cantar
sem fraquejar nas entradas das estradas
quero dizer à esse pássaro - passarinha -
que o que escreve é tão real
igual ao mundo que imagino
quando leio teu alma por entre as letras que se formam palavras
ideias, conceitos
À ela, que quero cantar
sem hesitar
uma canção de amar..."
À Ludimilla "Passarinha" com todo carinho do seu amigo.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
"Telefone"
Olho desesperadamente o telefone.Ele não toca.Ele não dá sinal de vida.Ele mesmo, tem vida própria?
Fico esperando voce ligar.Dar um alô, talvez, um olá, como vai?Eu vou bem e vc?Nada.Está sem vida.Sem sua vida própria.Sem proprietário.Sem operário.Sem o Mário, José, João.Sem eu.Sem voce.Sem ninguémSerá que ela, ainda lembra de mim, com seus olhos de jasmim?Ou será aquele sorriso que tanto eu vi, escorrendo pela sua boca naqela noite, que nem mesmo eu lembro quando foi?!
E nada ainda do tal da porra do telefone tocar.Ando pra lá e pra cá.Acendo um cigarro atrás do outro.Olho pela janela do meu quarto, bagunçado,roupas espelhadas, a rua lá fora.A chuva cai e penso que “é o fim do mundo”.Imagino daqui alguns anos como estarei.Velho, careca, barbudo e sem ninguem.
Existe alma-gêma?Existe algum gêmeo meu perdido por esse espaço sem fim?Deve estar em Marte, Vênus, Plutão.Lá longe para não trombar em meu caminho e fazer dele,o seu próprio.
Continuo andando de um lado para o outro.Minha cabeça vai explodir.Tomo um remedio e ponho duas pedras de gelo no meu Wisky que já está acabando.Páro.Lembro que hoje é o aniversário dela.Ligo pra ela pra vê se a porra do caralho do telefone tem vida.Tá chamando.Fico apreensivo.Pergunto por quê?!E descubre que fazem 3 anos que não a vejo.Esqueci-me do teu rosto e do teu sorriso.Será o mesmo ainda, do bem-ti-vi?Qual bem-ti-vi?São tantos que eu mesmo já me esqueci.Caiu na caixa postal.Será que se ela atender irá reconhecer minha voz?Ou se eu falar meu nome, será que vai dar uma de “desculpa,não conheço ninguem com esse nome, acho que é engano'.” e desligar na minha cara?Como alguem pode desligar o tal da porra do caralho do telefone na cara de alguem falando a distancia?!Ora,ora,ora.
A chuva continua cainda la fora, será mesmo o fim do mundo?
O diluvio vem chegando para acalentar nossos corações e fazernos lembrar que a morte é nossa unica certeza.È quando damos valor à vida: 'eu vejo a cara da morte e ela estava viva, viva'
Sento-me no chão.De taco.Todo sujo.As baratas passa e disputam restos de comidas com os ratos.Ah!Não estou sozinho.Tenho alguém que hoje me fazem companhia.Será eu uma parte deles?
Que nem mesmo eles sabem que eu exista e acham que sou um louco que escreve sem ter o que fazer.Podendo limpar toda a sujeira onde eles saciam.Eu dou vida à eles.Alguém tem que dar a vida.Não sou mulher mas,dou a luz à alguem.Dou a continuidade da existência.Da vida.
Afinal de contas, onde estou que essa porra do caralho da merda do telefone não toca?!
Fico esperando voce ligar.Dar um alô, talvez, um olá, como vai?Eu vou bem e vc?Nada.Está sem vida.Sem sua vida própria.Sem proprietário.Sem operário.Sem o Mário, José, João.Sem eu.Sem voce.Sem ninguémSerá que ela, ainda lembra de mim, com seus olhos de jasmim?Ou será aquele sorriso que tanto eu vi, escorrendo pela sua boca naqela noite, que nem mesmo eu lembro quando foi?!
E nada ainda do tal da porra do telefone tocar.Ando pra lá e pra cá.Acendo um cigarro atrás do outro.Olho pela janela do meu quarto, bagunçado,roupas espelhadas, a rua lá fora.A chuva cai e penso que “é o fim do mundo”.Imagino daqui alguns anos como estarei.Velho, careca, barbudo e sem ninguem.
Existe alma-gêma?Existe algum gêmeo meu perdido por esse espaço sem fim?Deve estar em Marte, Vênus, Plutão.Lá longe para não trombar em meu caminho e fazer dele,o seu próprio.
Continuo andando de um lado para o outro.Minha cabeça vai explodir.Tomo um remedio e ponho duas pedras de gelo no meu Wisky que já está acabando.Páro.Lembro que hoje é o aniversário dela.Ligo pra ela pra vê se a porra do caralho do telefone tem vida.Tá chamando.Fico apreensivo.Pergunto por quê?!E descubre que fazem 3 anos que não a vejo.Esqueci-me do teu rosto e do teu sorriso.Será o mesmo ainda, do bem-ti-vi?Qual bem-ti-vi?São tantos que eu mesmo já me esqueci.Caiu na caixa postal.Será que se ela atender irá reconhecer minha voz?Ou se eu falar meu nome, será que vai dar uma de “desculpa,não conheço ninguem com esse nome, acho que é engano'.” e desligar na minha cara?Como alguem pode desligar o tal da porra do caralho do telefone na cara de alguem falando a distancia?!Ora,ora,ora.
A chuva continua cainda la fora, será mesmo o fim do mundo?
O diluvio vem chegando para acalentar nossos corações e fazernos lembrar que a morte é nossa unica certeza.È quando damos valor à vida: 'eu vejo a cara da morte e ela estava viva, viva'
Sento-me no chão.De taco.Todo sujo.As baratas passa e disputam restos de comidas com os ratos.Ah!Não estou sozinho.Tenho alguém que hoje me fazem companhia.Será eu uma parte deles?
Que nem mesmo eles sabem que eu exista e acham que sou um louco que escreve sem ter o que fazer.Podendo limpar toda a sujeira onde eles saciam.Eu dou vida à eles.Alguém tem que dar a vida.Não sou mulher mas,dou a luz à alguem.Dou a continuidade da existência.Da vida.
Afinal de contas, onde estou que essa porra do caralho da merda do telefone não toca?!
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
"...ele não bate na porta..."
Por alguns instantes o passado veio a tona.Palavras ditas e jogadas fora.Desejos queridos e esquecidos no mar.Por alguns instantes o passado voltou como gota de orvalho.Um oásis sutil.Um deserto vil.
O passado volta sem porquê, quando, como e onde.Não avisa.Não marca horas.Ele chega de repente e depois vai embora.Trás consigo oras lembranças boas oras lembranças que queremos esquecer.Mas ele vem.Vem sem perguntar se a porta está aberta.O passado não bate na porta.Ele vem pelo ar, oxigenio.Pela fumaça do cigarro.Pela sonoridade do coração.Voce sente, passeia com ele pelo tempo e ele se vai.E voce fica, sentado, lembrando ainda daquele passado que as vezes, se faz tão presente quanto a vida de agora.
Por alguns instantes, todos aqueles sonhos sonhado juntos formaram pétalas de flor.Um girassol.Se formou as cores do arrebol.Formou...O que formou?Nada.Nada se forma quando deixamos de sonhar.Igual um desenho inacabo tentando criar uma forma.Mas ele ainda não tem a devida forma.Podendo ter, se o sonho dele de existir for o mesmo do desenhista que o desenha.Caso contrário não passará de um forma querendo ter vida.
Por alguns instantes o passado voltou.Mas ele não bateu na porta.Ele entrou e depois foi embora esperando voltar outra hora.
O passado volta sem porquê, quando, como e onde.Não avisa.Não marca horas.Ele chega de repente e depois vai embora.Trás consigo oras lembranças boas oras lembranças que queremos esquecer.Mas ele vem.Vem sem perguntar se a porta está aberta.O passado não bate na porta.Ele vem pelo ar, oxigenio.Pela fumaça do cigarro.Pela sonoridade do coração.Voce sente, passeia com ele pelo tempo e ele se vai.E voce fica, sentado, lembrando ainda daquele passado que as vezes, se faz tão presente quanto a vida de agora.
Por alguns instantes, todos aqueles sonhos sonhado juntos formaram pétalas de flor.Um girassol.Se formou as cores do arrebol.Formou...O que formou?Nada.Nada se forma quando deixamos de sonhar.Igual um desenho inacabo tentando criar uma forma.Mas ele ainda não tem a devida forma.Podendo ter, se o sonho dele de existir for o mesmo do desenhista que o desenha.Caso contrário não passará de um forma querendo ter vida.
Por alguns instantes o passado voltou.Mas ele não bateu na porta.Ele entrou e depois foi embora esperando voltar outra hora.
domingo, 22 de novembro de 2009
"Onde tu moras"
Tu moras lá
onde nasce o sol
e repousa o luar
Tu moras lá
onde nasce o amor
e retorna os ancestrais
È lá, onde tu moras
Onde nasce o tambor
e ressoa a Nação Nagô
Onde tu moras
veio tua mãe
teu pai,teu filho,tua vida
È lá, bem lá
onde é de Bem morar
onde seu lugar é junto do bem
que vem e vem e vem
Nascer o sol
e ver pousar a lua
è la, onde tu moras
o canto da solidão
inda canta nos corações
quando Mia, cauteloso
de lingua lusitana
do alambique
da cachaça, de Moçambique
é lá, onde tu moras
Onde os Deuses
Orisas
Onde Yemanjá
quando encanta Janaina
quando encanta o pio do pássaro
onde encanta aquela que anda
onde ecoa o grito de Fernanda
À Fernanda Almeida pela sua energia que vem de lá que me alimenta
onde ressoa os tambores de todos os Orisás
onde nasce o sol
e repousa o luar
Tu moras lá
onde nasce o amor
e retorna os ancestrais
È lá, onde tu moras
Onde nasce o tambor
e ressoa a Nação Nagô
Onde tu moras
veio tua mãe
teu pai,teu filho,tua vida
È lá, bem lá
onde é de Bem morar
onde seu lugar é junto do bem
que vem e vem e vem
Nascer o sol
e ver pousar a lua
è la, onde tu moras
o canto da solidão
inda canta nos corações
quando Mia, cauteloso
de lingua lusitana
do alambique
da cachaça, de Moçambique
é lá, onde tu moras
Onde os Deuses
Orisas
Onde Yemanjá
quando encanta Janaina
quando encanta o pio do pássaro
onde encanta aquela que anda
onde ecoa o grito de Fernanda
À Fernanda Almeida pela sua energia que vem de lá que me alimenta
onde ressoa os tambores de todos os Orisás
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
"è doce morrer no mar..."
Daqui alguns dias, este poeta que escreve aqui; este velho ancião que acordou menino (palavras de Rubem Alves).Completará anos.Sempre fiquei meio assim.Temos medo da velhice.Mas, disse me algum amigo meu.Espero que ele nao leve a mal por nao ter lembrado o nome dele.Esse amigo cujo o nome se vai aos pensamentos, disse-me que completar anos é magnifico.Que mostra nossas experiencias.Aventuras.
E concordo com ele.Apesar de termos medo do futuro e da velhice, consequentemente, temos que ser grato com a vida, de nos dá mais um ano dela.Para que possamos viver mais intensamente e tentar fazer tudo àquilo que ainda não conseguimos fazer.Mesmo não sabendo quando vamos morrer ela nos dá a benção de vivê-la.E/ou lembrar daquilo que vivemos.
Charles Chaplin disse a seguinte frase:"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha. É porque cada pessoa é unica e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida deixa tudo de si e leva um pouco de nós. Essa é a mais doce prova de que na vida as pessoas não se encontram por acaso."
È exatamente assim que a vida nos dá.Quando deixamos algo para ela e levamos conosco algo que ela nos deixou.
Como disse Dorival Caymmi.O poeta do mar: "é doce morrer no mar".
È onde quero estar quando deixar de compor.Pois, do mar viemos e para o mar voltaremos.Levo o que vivi e deixarei minha estória: para que posso acontecer sempre, existir sempre, mesmo nunca tendo acontecido.
E concordo com ele.Apesar de termos medo do futuro e da velhice, consequentemente, temos que ser grato com a vida, de nos dá mais um ano dela.Para que possamos viver mais intensamente e tentar fazer tudo àquilo que ainda não conseguimos fazer.Mesmo não sabendo quando vamos morrer ela nos dá a benção de vivê-la.E/ou lembrar daquilo que vivemos.
Charles Chaplin disse a seguinte frase:"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha. É porque cada pessoa é unica e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida deixa tudo de si e leva um pouco de nós. Essa é a mais doce prova de que na vida as pessoas não se encontram por acaso."
È exatamente assim que a vida nos dá.Quando deixamos algo para ela e levamos conosco algo que ela nos deixou.
Como disse Dorival Caymmi.O poeta do mar: "é doce morrer no mar".
È onde quero estar quando deixar de compor.Pois, do mar viemos e para o mar voltaremos.Levo o que vivi e deixarei minha estória: para que posso acontecer sempre, existir sempre, mesmo nunca tendo acontecido.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
"Ultima Primavera"
Esqueci-me dos teus olhos
teu sorriso me vem como névoas
Esqueci-me do teu perfume
tua alegria pairou no ar daquele friúme
Esqueci-me do jeito que tinhas de menina
teu sonho se foi junto com a última rima.
Esqueci-me do teu rosto
Esqueci-me dos teus desejos
lembro-me apenas dos lampejos
quando te olho no antigo retrato de fotografia
que se finda junto com os passos
que dei em tua companhia.
teu sorriso me vem como névoas
Esqueci-me do teu perfume
tua alegria pairou no ar daquele friúme
Esqueci-me do jeito que tinhas de menina
teu sonho se foi junto com a última rima.
Esqueci-me do teu rosto
Esqueci-me dos teus desejos
lembro-me apenas dos lampejos
quando te olho no antigo retrato de fotografia
que se finda junto com os passos
que dei em tua companhia.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
"Abrindo a porta"
Vivo um sonho
sonho construido de minha imaginação
ou será mesmo realidade que vivo,
porque quando te vejo, bate desconpassadamente meu coração?!
Vivo acreditando naquilo que eu mesmo contruí
abro a porta e deixo voce entrar
depois fecho e não a deixo mais sair
me sinto feliz quando contigo posso sonhar.
Quero ser teu assim
seu pai, seu filho, sua mãe
peço-lhe sua mão
e lhe dou um beijo amanha de manhã
Acordo sem pensar
sou teu como sou do ar
tu és minha como ondas do mar
Deixa-me entrar dentro de ti
e peço,gentilemente,não me deixe sair
deixo-te entrar em mim
para sermos felizes,assim!
Àquela moça que hoje me faz sonhar
quando me lembro dos teus olhos
que tanto me faz amar!
sonho construido de minha imaginação
ou será mesmo realidade que vivo,
porque quando te vejo, bate desconpassadamente meu coração?!
Vivo acreditando naquilo que eu mesmo contruí
abro a porta e deixo voce entrar
depois fecho e não a deixo mais sair
me sinto feliz quando contigo posso sonhar.
Quero ser teu assim
seu pai, seu filho, sua mãe
peço-lhe sua mão
e lhe dou um beijo amanha de manhã
Acordo sem pensar
sou teu como sou do ar
tu és minha como ondas do mar
Deixa-me entrar dentro de ti
e peço,gentilemente,não me deixe sair
deixo-te entrar em mim
para sermos felizes,assim!
Àquela moça que hoje me faz sonhar
quando me lembro dos teus olhos
que tanto me faz amar!
"Dorival Caymmi"
Fiz uma viagem
Bem longe do mar
Talvez encontre com a Rainha
Na festa de Yemanjá
Dora me acenou um dia
na sacristia da igreja
foi pra algum lugar
onde vive a alegria
Peguei minha jangada
fui até Itapoã
encontrei alguns pescadores
que me contaram suas tantas histórias de amores
Quando cheguei na Bahia
comi aquele vatapá
que apenas a baiana sabe fazer
sem nunca deixar queimar
Quando cheguei nesta cidade
deparei-me com a linda Gabriela
que disse para eu ficar
respondi que ficaria
com sorriso nos lábios
fui viver também minha alegria
Minha jangada voltou só
fiz uma rede na varanda
e fui ouvir aquela canção
o vento soprou na minha cara
quando apereceu meu amigo João Valentão
Fui me benzer no terreiro
de minha mãe menininha
que disse que meu amor
aqui eu iria encontrar
pediu-me que fosse até o mar
para saudar a Rainha de lá
São tantas estórias que tenho pra contar
São tantas estórias que tenho pra contar
que é mais fácil eu assim cantar
porque eu quero morrer
o bem de amar
como me confessou aquela vizinha
lá do lado de fora:
'é doce morrer no mar'!
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